quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Yeah!




I'm Ready!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Drag Race Megacycle



No final de semana passado rolou um evento que não se vê todo dia. Aconteceu em Campinas, o Drag Race Megacycle, com provas de arrancada, havendo um dia destinado exclusivamente às Harley Davidson.
Ao que tudo indica o evento foi um sucesso, ficando a expectativa que aconteça novamente no futuro.

Abaixo algumas fotos do evento.












domingo, 6 de dezembro de 2009

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Cheguei. Cansado, mas feliz!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

On The Road!!

Galerinha, to indo! Moto Laguna e a serra me aguardam!

O texto é um pouco extenso, mas vale a pena!



Juntamente com a Serra do Corvo Branco (pouco mais ao Norte, entre Urubici e Grão Pará), a fantástica Serra do Rio do Rastro, tem as estradas mais sinuosas e íngremes do Brasil. O espetáculo que se descortina desde o mirante, com cerca de 1460 m de altitude é de uma beleza cênica inigualável. Pertence ao município catarinense de Lauro Müller( no sentido do litoral, já na baixada litorânea), perto do de Bom Jardim da Serra (este a Oeste da serra), que tem uma das mais belas denominações de um município brasileiro. Não cometa o erro geográfico frequente de achar que a área da Serra do Rio do Rastro é do município de Bom Jardim da Serra ( tal como a Serra do Corvo Branco que não está em Urubici, mas sim no de Grão Pará).Mas não estará de todo modo errado aqui, pois as porções planas e mais altas, são de Bom Jardim da Serra e as encostas, do de Lauro Müller.

São cerca de 12 km em subidas e descidas, de deixar todos sem folego e com as pernas bambas (outras coisas também) numa estrada repleta de história, num dos raros acessos rodoviários cortando a Serra Geral, entre o litoral e a serra catarinense( sentido L-W), caminho de muitas tropas cargueiras no passado, onde os muares provavelmente escolheram os primeiros caminhos da passagem, um “passo” lhe essa denominação lhe dá uma melhor idéia da Serra do Rio do Rastro. Escolha de caminhos mais seguros é tipicos desses animais dotados de inteligencia e conhecimento de áreas de precipícios, transportando no passado produtos pecuários (da serra, charques, lãs, queijos e do litoral sal e diversos produtos tais como frutas, tecidos, remédios, documentos,etc), numa subida extenuante, num ambiente sempre frio, úmido e ventoso, quando em certas ocasiões, provocou grande mortalidade dos valentes animais de carga por fadiga, choques térmicos,oscilações rápidas de um microclima dinâmico e severo como poucos.
Posteriormente, a rodovia foi concretada na década de 80 devido a inclinação e fortes curvas, que não permitiram o uso de máquinas asfaltadoras nessa estrada que muito se reza e que se você estiver descendo, lamentará não ter comprado mais fraldas lá em Bom Jardim da Serra. Subindo então, dobre a atenção, pois a gravidade favorece quem desce. Fique tranquilo que raros são os acidentes por aqui, pois manter sempre a máxima atenção, mesmo o mais veterano dos motoristas sempre põe em prátic. Lembre-se que o local é por demais belo para lembranças trágicas. Mantenha-se atento e saia da mesma forma que entrou nessa estupenda estrada, mas com a alma cheia de belíssimas imagens e o coração já sentindo saudades antes mesmo de terminar a passagem.




Visitar a Serra Catarinense e não conhecer esse "perau" ( termo sulino para abismos)é ir até Roma e não ver o Papa ou ao Rio sem ver a praia. O turismo ainda espera melhores condições da infra-estrutura regional (pólo na cidade de Lages) para finalmente, fazer jus a excepcional beleza das escarpas da Serra Geral, cicatriz da separação entre os continentes africano e sulamericano.

Observe também nas serras catarinenses a presença que praticamente define do ponto de vista botânico as grandes escarpas da face Leste do planalto catarinense, a presença de um fóssil vivo, planta originária dos Andes (migração em tempos remotos), possivelmente a maior folha da vegetaçao brasileira, a Gunera manicata, urtigão, que adora um precipício, juntamente com uma pequena planta de flores predominantemente vermelhas, as Sinningias, abundantes na subida,conhecidas como “Rainhas dos Abismos”.

Em todos os meses do ano, tome extremo cuidado com a presença de gelo na pista, pois como a área é rica em água, muitas vezes pequenas nascentes cortam a rodovia e você está distraído com a paisagem e ainda não tem experiencia em dirigir sobre a rainha das superfícies naturais , extremamente lisa. É comum durante as fortes ondas de frio, ter parte da estrada, como uma grande língua , quando a água atravessa a estrada e que praticamente todo o dia permanece congelada. Todo cuidado e pouco, principalmente se é a sua primeira passagem. Não se assuste, pois no outro sentido, pode ser que o motorista, neófito na area como você, se assuste mais ainda.Não pise no freio em hipótese alguma.

Finalmente, pare no topo como todo turista, no mirante e agradeça aos deuses por estar aqui. Se subiu com o carro fechado e climatizado, não seja rabugento e fuja do lugar comum, não reclamando do frio, do vento e se alguem de sua família indagar que aroma é esse, responda que é ar puro. É algo por demais singular, sentir o ar puro que sobe os vales do Rio do Rastro. Mas cuidado por onde pisa. Como o ar é puro, não produza outros aromas, principalmente na época de sapecadas de pinhões, na festa nacional em Lages.




Se der tempo entre os disparos da máquna fotográfica e encentivo para a sogra se aproximar um pouco mais desse tal de “perau”, mude um pouco o seu olhar para a incrível paisagem aberta a sua frente e perceberá que a serra toda é uma sucessão de vários derrames vulcânicos (como um grande sanduiche de pão de forma, cada qual com suas caracteriísticas distintas, tais como idade geocronológicas ( em torno de 130 milhões de anos), tipos de rochas, espessura, tonalidades, etc. São facilmente observáveis pela vegetação, que preferencialmente se desenvolveu entre os contatos, área mais vulnerável ao intemperismo e propícia a formação de solos, além da origem das nascentes de água.

A flora da região, que nas porções de serra acima, como os sulistas gostam de chamar os campos naturais, há o domínio da vegetação gramíneo-lenhosa (savanas), que luta uma guerra em silencio, com a exuberante e tão bela quanto, a Floresta Ombrófila Mista- Alto Montana, mais conhecida carinhosamente de Mata das Araucárias, onde as porções mais inclinadas e solos mais pronunciados, são domínio das matas. E lá no topo, nas “planuras” é terra da gramíneas, ciperáceas, compostas, orquídeas e milhares de espécies, atualmente tão vulneráveis, já que os campos e a rica cultura associada a esse bioma, desaparecem como as boas recordações da vida.O embate da vegetação é resultado das mudanças climáticas desde a última grande glaciação, à cerca de 11.500 anos antes do presente, mas que você sabe que a origem da Mata Atlâtica é de milhares de anos.





O rio do Rastro- não queira conhecê-lo diretamente- bem entendido, está escondido e como não poderia deixar de ser, tão belo como a escarpa da qual se origina.Escute o movimento da água e guarde o som por vários anos, pois em algum momento, será o seu melhor remédio.
A serra recebe o nome do rio que escavou pacientemente os extensos derrames de lavas vulcânicas, uma das consequencias da separacao do grande continente de Gondwana, que ligava essencialmente a America do Sul, com a África e Antártica/Austrália, quando da abertura do Oceano Atlântico.

Em Alguns trechos, você não saberá se um veículo está subindo ou descendo.Todavia, prepare-se se for um ônibus ou caminhão. Massa por massa, embora você tenha exagerado na culinária gaúcha-catarinense, lembre-se que ele e um pouco maior que você.




Voltando a Serra do Rio do Rastro (também nome de uma unidade geólogica da Bacia Sedimentar do Paraná), um dos fenomenos mais característicos dessa escarpa, são as correntes atmosféricas martimas, que ascendendo a serra, resfriam-se, pois carregadas de umidade, condensam-se, num fenoômeno que o povo serrano chama de “viração” e que você até então, achava que era algo de lobisomens da serra. Isso ocorre, preferencialmente no meio da manhã e a tarde, dependendo das correntes atmosfericas (temperatura, direção dos ventos) e que praticamente ocorrem todos os dias em determinadas épocas do ano. Informe-se com a população regional sobre o melhor horário para visitar a Serra do Rio do Rastro, onde no inverno é de se perder de vista, inclusive a essa altura, você “muito preocupado” ,está indagando a sua cara-metade, onde onde andará a sua mãe? Não fique tão tranquilo, pode ser que a sua sogra poderá lhe incentivar a dar uma passo a mais, um pouquimo mais ...até o perau, para melhor ficar na foto. ..Mas não é o seu caso e como se sugeriu no texto sobre a Serra do Corvo Branco ( mais curta, mais sinuosa, não pavimentada/concretada, segunda prova para a sogra), o local é ideal para sogras andarem de bicicleta.Dê uma "leve engraxada"nos freios antes da descida e diga-lhe, que por comodidade, estará lhe esperando lá em Lauro Muller, com as bebidas.
Insisto, que escolha o melhor horário para a visita. Caso contrário, poderá dizer lá na sua casa que passeiou dentro de uma nuvem na Serra do Rio do Rastro.

Nos últimos anos, através de uma torre de energia eólica, toda a estrada em seu trajeto da serra, está iluminada, produzindo belíssimas imagens de brumas lutando com as luzes.

A Serra do Rio do Rastro e a rodovia que corta essa dadiva divina, e um daqueles locais que devemos conhecer obrigatoriamente, antes de buscarmos outros paradouros celestes ou aqueles bem mais aquecidos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Harley-Davidson



A lendária Harley-Davidson é muito mais do que um ícone da cultura norte-americana. É, certamente, o mais tradicional e um dos maiores fabricantes de motocicletas do mundo na atualidade. A empresa, que hoje possui três grandes fábricas nos Estados Unidos, emprega diretamente cerca de nove mil trabalhadores e deverá atingir uma produção de quase 300 mil motos neste ano. São números expressivos, que escondem um início modesto e repleto de desafios.

A história da marca começou em 1903, num barracão localizado nos fundos da casa dos jovens irmãos Arthur e Walter Davidson, no município de Milwaukee, em Wisconsin. A dupla, que tinha em torno de 20 anos, acabava de se associar com William S. Harley, de 21 anos, para construir artesanalmente um pequeno modelo de motocicleta destinado às competições. Foi neste barracão (com três metros de largura por nove metros de comprimento), e em cuja fachada podia se ler o letreiro “Harley-Davidson Motor Company”, que foram produzidas as primeiras três motocicletas da marca.





Dessas três motocicletas iniciais, uma foi vendida diretamente pelos fundadores da empresa, em Milwaukee, para Henry Meyer, amigo pessoal de William S. Harley e Arthur Davidson. Em Chicago, a primeira concessionária nomeada pela marca – C. H. Lang – comercializou outra dessas três motos fabricadas inicialmente.

Os negócios começavam a evoluir, mas num ritmo lento. No dia 4 de julho de 1905, no entanto, uma motocicleta Harley-Davidson venceu, em Chicago, sua primeira competição – e isso ajudou a alavancar ainda mais as vendas da jovem empresa. Neste mesmo ano, foi contratado, em Milwaukee, o primeiro funcionário em tempo integral da Harley-Davidson Motor Company.

No ano seguinte, com as vendas em ascensão, seus fundadores decidiram abandonar as instalações iniciais e se instalaram num armazém muito maior, com melhores condições de trabalho, localizado na Juneau Avenue (avenida Juneau), em Milwaukee. Mais cinco funcionários foram contratados para trabalhar lá em tempo integral. Ainda em 1906, a marca produziu o seu primeiro catálogo promocional.



Em 1907, mais um Davidson junta-se ao negócio. William A. Davidson, irmão de Arthur e Walter, pede demissão do seu emprego e também passa a trabalhar na Harley-Davidson Motor Company. Ainda neste ano, o número de funcionários e a área de trabalho da fábrica praticamente foram dobrados. Um ano depois foi vendida a primeira motocicleta para a polícia de Detroit, dando início a uma parceria tradicional, que sobrevive até os dias de hoje.

Em 1909, a Harley-Davidson Motor Company, então com seis anos de vida, apresenta a sua primeira grande evolução tecnológica no mercado de duas rodas. O mundo assistiu ao nascimento do primeiro motor V-Twin montado em motocicletas, um propulsor capaz de desenvolver 7 cv – uma potência considerável para aquela época. Em pouco tempo, a imagem de um propulsor com dois cilindros dispostos num ângulo de 45 graus tornou-se um dos ícones da história da Harley-Davidson.

Em 1912, foi iniciada a construção definitiva da fábrica localizada na Juneau Avenue e inaugurada uma área exclusiva para peças e acessórios. Mesmo ano em que a empresa atingiu a marca de 200 concessionários nos Estados Unidos e exportou suas primeiras unidades para o Exterior, atingindo o mercado japonês.




Marca vendeu quase 100 mil motos para o exército


Entre 1917 e 1918, a Harley-Davidson Motor Company produziu e comercializou 17 mil motocicletas para o exército americano durante a 1a Grande Guerra Mundial. Um soldado americano pilotando uma Harley-Davidson equipada com side-car foi o primeiro a entrar em território alemão.

Por volta de 1920, com cerca de 2.000 distribuidores espalhados por 67 países, a Harley-Davidson já era a maior fabricante de motocicletas do planeta. Na mesma época, o piloto Leslie “Red” Parkhurst quebrou nada menos que 23 recordes mundiais de velocidade com uma motocicleta da marca. A Harley-Davidson foi a primeira empresa, por exemplo, a vencer uma prova de velocidade superando a marca das 100 milhas/hora.

Em 1936, a empresa introduziu o modelo EL, conhecido como “Knucklehead”, equipado com válvulas laterais. Esta moto foi considerada uma das mais importantes lançadas pela Harley-Davidson em sua história. No ano seguinte, morreu William A. Davidson, um dos fundadores da empresa. Outros dois fundadores – Walter Davidson e Bill Harley – morreriam nos próximos cinco anos.



Entre 1941 e 1945, período que durou a 2a Grande Guerra Mundial, a empresa voltou a fornecer suas motocicletas para o exército norte-americano e seus aliados. Quase toda a sua produção, calculada em torno de 90 mil unidades, foi enviada para as forças norte-americanas neste período. Um dos modelos desenvolvidos pela Harley-Davidson especialmente para a guerra foi o XA 750, que era equipado com um propulsor horizontal com cilindros opostos, destinado principalmente para uso no deserto. Foram comercializadas 1.011 unidades desse modelo para uso militar durante a guerra.

Em novembro de 1945, com o fim da guerra, foi retomada a produção de motocicletas para uso civil. Dois anos depois, para atender a demanda crescente de motocicletas, a empresa adquire sua segunda fábrica – a planta de Capitol Drive -, em Wauwatosa, também no estado de Wisconsin. Em 1952, foi lançado o modelo Hydra-Glide, a primeira motocicleta da marca batizada com um nome – e não com números, como acontecia até então.
A festa em homenagem aos 50 anos da marca, em 1953, não contou com três dos seus fundadores. Nas festividades, em grande estilo, foi criado um novo logo em homenagem ao motor disposto em “V”, marca registrada da empresa. Neste ano, com o fechamento da marca Indian, a Harley-Davidson tornaria-se a única fabricante de motocicletas dos Estados Unidos pelos próximos 46 anos.

O então jovem astro Elvis Presley posou para a edição de maio de 1956 da revista “Enthusiast” com uma Harley-Davidson modelo KH. Um dos modelos mais tradicionais da história da Harley-Davidson, o Sportster, foi introduzido em 1957. Até hoje, este nome desperta paixões entre os fãs da marca. Outra legenda da marca foi lançada em 1965: a Electra-Glide, substituindo o modelo Duo-Glide, e trazendo como inovação a partida elétrica – recurso que pouco tempo depois chegaria também à linha Sportster.






Fusão com a AMF ocorreu em 1969



Uma nova fase na história da Harley-Davidson teve início em 1965. Com a abertura das suas ações na Bolsa, termina o controle familiar na empresa. Como conseqüência dessa decisão, em 1969, a Harley-Davidson uniu-se com a empresa American Machine and Foundry (AMF), um tradicional fabricante norte-americano de produtos de lazer. Neste ano, a produção anual da Harley-Davidson chegou a 14 mil unidades.

Em resposta à tendência de personalização das motocicletas, em 1971, foi criada a motocicleta FX 1200 Super Glide – um modelo híbrido entre a Electra-Glide e a Sportster. Uma nova categoria de motocicletas, chamada de cruiser e destinada às longas viagens, nascia ali – um produto feito sob medida para atravessar com conforto e segurança as imensas estradas norte-americanas.

Dois anos depois, com a demanda novamente em ascensão, a Harley-Davidson tomou a decisão estratégica de ampliar sua produção, deixando a planta de Milwaukee exclusivamente para a fabricação de motores. A linha de montagem das motocicletas foi transferida para uma nova planta maior e mais moderna em York, na Pensilvânia. O modelo FXRS Low Rider juntou-se à linha de produtos Harley-Davidson em 1977.



Outro momento decisivo na história da Harley-Davidson ocorreu no dia 26 de fevereiro de 1981, quando 13 executivos seniores da empresa assinaram uma carta de intenção para comprar as ações da Harley-Davidson que pertenciam à AMF. Em junho do mesmo ano, a compra foi concretizada e a frase “The eagle soars alone” (A águia voa sozinha) se popularizava. Imediatamente, os novos proprietários da empresa implementaram novos métodos de produção e gerenciamento de qualidade na produção das motocicletas da marca.

Em 1982, a Harley-Davidson solicitou ao governo federal dos Estados Unidos a criação de uma tarifa de importação para motos com motores acima de 700 cc, com o objetivo de conter a verdadeira “invasão” de motocicletas japonesas no mercado norte-americano. O pedido foi atendido. No entanto, cinco anos depois, a empresa surpreendeu o mercado. Confiante na sua capacidade de competir com as motocicletas estrangeiras, a Harley-Davidson solicitou novamente ao governo federal que retirasse a tarifa de importação das motos importadas um ano antes do que estava programado.

Foi uma medida absolutamente inédita no país até então. A repercussão deste ato foi tão forte que levou o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, a realizar um tour pelas instalações da marca e declarar publicamente que era um fã da Harley-Davidson. Foi o suficiente para dar novo fôlego à marca.



Antes disso, porém, em 1983, foi criado o Harley Owners Group (H.O.G.), grupo de proprietários de motocicletas da marca que reúne atualmente cerca de 750 mil associados em todo o mundo. É o maior clube deste tipo do mercado de duas rodas do planeta. No ano seguinte, foi apresentado o novo motor Evolution V-Twin, com 1.340 cc, que exigiu sete anos de pesquisa e desenvolvimento dos engenheiros da Harley-Davidson.

Este propulsor equiparia cinco motocicletas da marca já naquele ano, incluindo a novíssima Softail – outra legenda da marca. O lançamento ajudou a empresa a aumentar ainda mais as suas vendas. Como conseqüência, em 1986, as ações da Harley-Davidson entraram para a Bolsa de Valores de New York – a primeira vez desde 1969, quando havia acontecido a fusão entre a Harley-Davidson e a AMF.

Em 1991, foi introduzida a família Dyna com o modelo FXDB Sturgis. Dois anos mais tarde, perto de 100 mil motociclistas participaram da festa de 90 anos da marca, em Milwaukee. Em 1995, a Harley-Davidson introduziu a clássica FLHR Road King. O modelo Ultra Classic Electra Glide, ao comemorar seus 30 anos de existência, ainda em 1995, tornou-se a primeira motocicleta da marca a contar com injeção eletrônica seqüencial de combustível.



Em 1998, a Harley-Davidson adquiriu a Buell Motorcycle Company, abriu uma nova fábrica de motores fora de Milwaukee, na cidade de Menomonee Falls, em Wisconsin, e construiu uma nova linha de montagem em Kansas City, no Missouri. No mesmo ano, a empresa comemorou em Milwaukee seu aniversário de 95 anos, com a presença de mais de 140 mil fãs da marca na cidade.

Foi também no final de 1998 que a Harley-Davidson inaugurou sua fábrica em Manaus, no Brasil. Até hoje, é a única linha de montagem da marca instalada fora dos Estados Unidos. Nesta unidade, são montados, atualmente, os modelos Softail FX, Softail Deuce, Fat Boy, Heritage Classic, Road King Classic e Ultra Electra Glide. A nova Road King Custom começa a ser montada nesta unidade em novembro.

Em 1999, chegou ao mercado o novíssimo propulsor Twin Cam 88 nas linhas Dyna e Touring. Em 2001, a Harley-Davidson apresentava ao mundo um modelo revolucionário: a V-Rod. Além do design futurístico, o modelo foi o primeiro da história da marca norte-americana a ser equipado com motor refrigerado a água.


terça-feira, 1 de dezembro de 2009